Eu estou sentado em torno de dezenas de pessoas que ocupam o mesmo espaço, eu não me reconheço no meio desses muitos, para mim eles são icógnitos e para eles eu sou icógnito também. Poderia ser um interrogação também... Interrogação por causa das perguntas que fazem a si mesmo quando olham para a minha imagem. Não sou normal, o que é normalidade? Eu passei a me colocar nesse mundo quando me impus com maldade.
Estou disposto a enfrentarcada leão de cada dia e ter em mente que tais feras não são como um gato que mia.
Me arremessarei em minhas artes, sem temer o depois, não posso ser eu mesmo, imitando quem sois.
Juro que ainda vou triunfar e celebrar, mas antes de tudo, é preciso batalhar. porque... aliás, eu também sou uma fera, ela vive dentro de mim, coexistimos em um todo, progressão e regressão, uma vem, a outra volta, enlouquecido, esquisito e criatura da noite, me perco nos pensamentos e me revelo ao passar da nostalgia, afino minhas garras, felino que ataca e procria.
Sou fera que ataca, fugitivo da censura, já ferido, engolindo a amargura. Não danço no rítmo da música, sigo meus instintos e desenvolvo minha arte, me assusto porém ao fim das contas percebo que não há barreiras e não sou limitado, tudo vem de um fluxo existente, ele se alinha em três: corpo, alma e mente, você sente? Ah... Mas o fim anuncia um recomeço, prelúdio de algo maior, mas dessa vez não adoeço!
No início o despertar. Durante o curso, o desenvolver. Ao fim das contas, o recomeçar.
Se eu continuar, peço que me parem, o que foi dito é um surto, não passa de um mito e ao cair da noite, aqui eu existo.

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